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O Centro Norte Brasileiro, delimitação que compreende o Tocantins, Sudeste Paraense, sul e centro do Maranhão, sul do Piauí, o oeste da Bahia, e o nordeste do Mato Grosso, tem como origem as políticas desenvolvimentistas executadas entre as décadas de 1960 e 1970 na Amazônia Legal. Embora tenha presenciado ciclos econômicos regionais nos séculos anteriores como o ouro, o algodão e a borracha, nenhuma conseguiu ter maior impacto do que os programas de incentivo a agropecuária e a extração mineral nas então "áreas vazias". Diante disso, de acordo com as pesquisadoras Bertha B. Becker e Denise Elias, essas regiões interioranas, que passaram longos períodos isoladas e sem atividades motrizes, integraram-se ao contexto econômico internacional por meio da exportação de commodities.

 

Consequentemente, a partir da década de 1990, o Centro Norte Brasileiro obteve uma profunda transformação na sua estrutura espacial ao atrair e adensar pessoas, capital e mercadorias. Desse modo, surgiram importantes centros urbanos como Palmas-TO, a capital planejada, Araguaína-TO, Marabá-PA, Parauapebas-PA, Imperatriz-MA e Barreiras-BA, localidades que estreitam as relações comerciais entre as capitais do Planalto Central e do litoral Norte-Nordeste com o interior do país. Através dessas interações, viabilizou-se a abertura de novas áreas de ocupação como o MATOPIBA.

 

Por outro lado, a concepção de que o Tocantins e os interiores do Maranhão, Piauí e Bahia relacionam somente ao agronegócio se torna equivocada. Nessas áreas existem comunidades tradicionais, atividades extrativistas de baixa escala e pequenos núcleos urbanos sem infraestrutura adequada, todos parcialmente desvinculados ao contexto produtivo vingente. Além disso, ignora-se os vizinhos Sudeste Paraense e o nordeste do Mato Grosso, delimitações que integraram ao mercado externo, porém deficientes em  instituições incluivas. 

 

Em vista de tais constatações, o Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Tocantins (UFT), campus Palmas-TO, reformulou o IPEX Regional (Certidão nº1349-2015 do CONSEPE UFT).A sua principal missão continua sendo a promoção do trabalho conjunto com o setor público e a iniciativa privada no sentido de incorporar a população no processo produtivo, assim como aumentar a competitividade das regiões no mercado externo. Trata-se de uma operação em via dupla, pois propomos ações tanto na esfera local e municipal, quanto na área interrregional ou internacional, sempre focando a sustentabilidade.